Fisioterapia presta assistência a crianças com Síndrome de Down

Sexta-Feira - 22/03/2019


Unileão incentiva a inclusão por meio de ações como os atendimentos na clínica-escola do curso.

Desde o ano de 2006, o Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, tem impulsionado campanhas na busca pela inclusão das pessoas com essa condição genética. De lá para cá, muito já se alcançou em termos de divulgação da síndrome, acabando com mitos e mostrando que as pessoas com Down podem levar uma vida normal.

O Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (Unileão) incentiva a inclusão. Uma das formas da Instituição contribuir para isso é por meio do atendimento a crianças com deficiência na clínica-escola de Fisioterapia.

Segundo a profa. Gardênia Martins, coordenadora do curso de Fisioterapia, as alterações no desenvolvimento psicomotor que as crianças com Síndrome de Down apresentam são o principal motivo que levam os pais a procurarem atendimento na clínica-escola. Entre as alterações, estão: tônus diminuído (hipotonia), frouxidão ligamentar, força muscular diminuída, alteração na apresentação dos reflexos, além de alterações visuais, auditivas e as cardiopatias congênitas.

“Todas essas alterações levam ao atraso motor e a Fisioterapia irá contribuir dentro do processo de estimulação precoce, que minimiza essas complicações por meio de técnicas específicas da neuropediatria. O objetivo principal é promover o aprimoramento do desenvolvimento motor próximo ao normal”, explicou a profa. Gardênia Martins.

Atendimento na clínica-escola de Fisioterapia

Os atendimentos realizados na clínica-escola de Fisioterapia são voltados à população e realizados pelo menos três vezes por semana, podendo até ser diariamente, a depender da situação e do caso da criança.

A clínica-escola da Unileão também conta com o projeto “Pediatria Itinerante”, que trabalha em parceria com algumas unidades básicas de saúde. Nele, os estagiários dos cursos da Instituição buscam identificar as crianças com deficiência, levar informação às famílias e, quando necessário, realizar o encaminhamento para a clínica-escola do Centro Universitário.

Informação a favor da inclusão

De acordo com a profa. Gardênia Martins, as famílias estão mais informadas, uma vez que foi quebrado o paradigma de que a pessoa com a síndrome não pudesse ser produtiva, participar do mercado de trabalho e nem ter uma vida independente.

“Durante muito tempo, esses mitos rondaram as crianças com Síndrome de Down e sentenciaram algumas famílias. Com a informação mais acessível, as mães puderam compreender muito mais sobre as potencialidades das crianças. Acredito que elas começaram a ter uma compreensão melhor em relação à síndrome e ao fato de que a criança terá uma condição de desafio, mas que necessariamente não será um limite para o desenvolvimento do potencial das pessoas com Down”, explicou.

Síndrome de Down

A Síndrome de Down ou trissomia do cromossomo 21 é a cromossomopatia mais comum no século 21. Não se trata, portanto, de doença, mas sim de uma mutação do material genético humano. Os motivos para a ocorrência da Síndrome de Down ainda são desconhecidos, mas o que se sabe é que começa na gestação, quando as células do embrião são formadas com 47 cromossomos, sendo que o normal seriam 46 cromossomos.

Dia Mundial da Síndrome de Down

O dia 21 de março tem o objetivo de levar a população a refletir sobre o preconceito por meio da informação. A data foi escolhida pela Down Syndrome International e sugerida pelo geneticista Stylianos E. Antonarakis, da Universidade de Genebra, fazendo alusão aos 3 cromossomos no par número 21, característicos das pessoas com a síndrome.

A data encontra-se no calendário oficial da Organização das Nações Unidas, sendo celebrada pelos 193 países membros da ONU, e tem como objetivo a conscientização das pessoas sobre a importância da luta pelos direitos igualitários, o bem-estar e a inclusão das pessoas com Down na sociedade.



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